terça-feira, 1 de março de 2011

DSE 2011 - impressões do MundOOH


Os líderes seguem líderes, ainda que com poucas novidades. Talvez as melhores mesmo tenham sido dos nossos amigos brasileiros e latinos.

Tive a felicidade de ver reunido uma variedade de operadores de rede, do México ao Chile (incluíndo a espanhola TMT, que nesse momento virou tão latina quanto nós), em frente a nossa movimentada sala de reuniões.

A ABDOH marcou forte presença com 10 executivos de empresas associadas. O jornal Meio & Mensagem acompanhou a comitiva e foi mais uma boa estratégia da associação para fortalecer o meio no Brasil. Ficou evidente que o grau de maturidade de nossos operadores de redes rivaliza seus pares estrangeiros.

Grandes operadores internacionais e norte americanos voltam a investir, muito atentos a recuperação em seus próprios mercados.

Segue um resumo do que me chamou a atenção:
  • Tela transparente da LG - a tecnologia promete trazer a realidade aumentada da janela da sua casa ao parabrisa do seu carro (ainda que as aplicações no video sejam até pouco impressionantes):
video

  • Tela Flexível da NanoLumens

  • FlyPaper: Excelente ferramenta online para criação rápida de conteúdo. Exporta para Flash.
  • LG, Samsung e Intel (divisão Embedded) foram os maiores fabricantes de hw na feira. Entre os fornecedores Intel, destaque para a Aopen e MSI demonstrando plataformas Embedded.
  • Interação com mobile foi assunto de algumas das palestras, ainda que abordado de maneira bastante genérica e até didática. Veremos cada vez mais interatividade com dispositivos móveis, essa interação é uma necessidade de nossa indústria.
  • Entre as coisas interessantes que passaram quase desapercebidas, conheci um pouco mais sobre o Digital Content Circle, um site de discussões sobre melhores práticas de produção de conteúdo.
  • Algumas empresas de conteúdo apareceram com stands. Me faltou tempo para ver todas a fundo, uma das mais badaladas foi a BluePony.
  • Ayuda e OpenSplash. Mostra o potencial do marketing dos norte americanos - essa empresa chamou a atenção com o conceito de um player não só grátis como também open source. A salada de ofertas de supostos players grátis não conseguiu convencer muita gente, a Ayuda somou a isso o apelo do open source. Após uma análise mais a fundo, percebe-se que a história não é bem essa. O OpenSplash visa efetivamente o desenvolvimento de um player open source, no entanto, não prevê seu software de controle e monitoramento. Ou seja, a Ayuda conta que todos os principais fornecedores de software adotem formas de se comunicar com esse player, o que acredito ser pouco realista. Nesse caso, a própria ayuda oferece seu software de monitoramento, baseado em uma mensalidade proporcional ao número de players. Ou seja, na prática é trocar seis por meia-dúzia - e, diga-se de passagem, o CRM da Ayuda é uma solução bem cara comparativamente.
  • A BroadSign apresentou o BroadSign 8 em duas salas de reunião, já que decidiram ceder, de última hora, seu stand para o LG SuperSign. A empresa onde trabalho segue com um produto inquestionavelmente top de linha e com poucos concorrentes reais no disputado mercado internacional. A nova versão adiciona 32 novas funcionalidades, muitas para atender as necessidades de outro grande novo cliente, a JCDecaux, considerada a maior empresa de mídia out-of-home do mundo, sediada em Paris.
  • Intel AVA - Advanced Video Analytics. Diversas empresas mostraram soluções integradas ao software de "video analytics" da Intel. Essa plataforma é baseada na antiga Cognovision, recém adquirira pela Intel. A proposta é oferecer uma plataforma que consiga medir a audiência em frente a uma tela utilizando uma webcam apontada para o público. A segunda possibilidade é de disparar mensagens na tela de acordo com sexo e idade da audiência.

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