quinta-feira, 30 de abril de 2009

Evento que será um marco na história da mídia digital out-of-home no Brasil

Quem visitou o site da ABDOH hoje deve ter notado um popup sobre o evento abaixo. A ABDOH traz ao Brasil um dos principais especialistas internacionais no que tange redes de mídia digital out-of-home com comercialização de mídia. Seu objetivo é palestrar para o mercado comprador de mídia e transmitir a credibilidade desse meio, que é o que mais cresce hoje no mundo (mesmo ainda tendo uma reduzida fatia do bolo publicitário).

O palestrante é Brian Dusho, membro da OVAB nos EUA e Europa e presidente da BroadSign International. Foi o responsável por trazer para dentro da BroadSign nada menos que os contratos da Accent Health e Neo Advertising - 2 operações que constam entre as Top 5 no mundo nesse segmento, em relação a seu sucesso com a comercialização de espaços publicitários. A Accent comercializa mídia em mais de 12 mil salas de espera e a Neo em cerca de 150 mil telas instaladas em 12 países em diversos segmentos (shoppings, supermercados, bancos, etc..).

A iniciativa da ABDOH reúne pela primeira vez no Brasil a nata do mercado publicitário para uma exposição objetiva e factual dos benefícios e desafios do meio.

Ao que parece, o evento é mesmo focado para as agências e compradores de mídia e aparentemente o espaço será pouco para acomodar todos os interessados, como por exemplo os operadores de rede e até mesmo os desenvolvedores nacionais de software, que não são o foco de público do evento.

Para os operadores de rede, um alento: com o sucesso do evento, o mercado vai passar a investir mais nessa mídia. (Mas como dizem os norte americanos - "no free lunch" - vão se beneficiar as redes mais profissionais pois o grau de exigência vai aumentar e muito. Para os mais otimistas, recomendo reler esse post sobre o evento da OVAB em NY.)

Bom feriado (dia do trabalho em que ningúem trabalha..rs)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

LevelVision oferece toda a grade para um único anunciante


A Levelvision trabalha com um conceito bastante único de Digital Signage, um videowall (2x2) para ser instalado no chão e utilizado em pontos de espera. Anunciou recentemente para anunciantes a oportunidade ter ter exclusividade em toda a sua rede por um período.

A LevelVision começou focando em livrarias de universidades (totalmente segmentado) e mais recentemente começou a experimentar em outros mercados como boites e lojas de conveniência.

Admito que quando conheci a LevelVision fui cético quanto ao modelo das telas no chão, no entanto, são hoje um dos principais cases de sucesso do mercado internacional, com uma rede de "apenas" 400 localidades.

A notícia recente é que estão oferecendo, segundo estimativas da Arbitron, por mais de USD$750.000 a oportunidade de anunciar com exclusividade em suas 315 livrarias, impactando 15 milhões de pessoas (em 234 cidades em 44 estados norte americanos).

O Media Kit padrão está disponível no website.

Será muito interessante acompanhar o sucesso dessa iniciativa, que substituiu, somente para o final do semestre universitário, o método tradicional de ter 10-20 anunciantes, cada um com 10-30s.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

JC Decaux em ação em pontos de ônibus na Suécia

Seguindo a linha de meu último post sobre vitrines interativas, um recente projeto da JC Decaux também entrega interatividade em espaços públicos.

O que gostei do projeto é sua real utilidade e portanto relevância para os passageiros. Ao esperar por um ônibus, é possível digitar a rota e o destino e obter informações em tempo-real, uma vez que os pontos são conectados com 3G.

Por ser uma das maiores empresas de out of home do mundo e oferecer informação relevante, espera-se grande sucesso na veiculação publicitária também.

O projeto foi desenvolvido pela empresa especializada em interatividade ubiqwindow conjuntamente com seu distribuidor a TouchMe.


TouchMe interactive abribus at Brunsparken from TouchMe on Vimeo.

domingo, 26 de abril de 2009

Mediapost anuncia vencedores de seu concurso de DOOH

Mesmo ficando na torcida pela Elemidia, ela acabou não levando na final. Não há demérito nenhum com a segunda colocação na categoria, especialmente tendo em vista os fortes concorrentes, agências internacionais especializadas em desenvolvimento de conteúdo para o meio (enquanto a Elemidia faz o conteúdo, vende inserções publicitárias, expande, monitora e gerencia a rede e ainda faz seu próprio software, ufaa..).

Os vencedores nas diversas categorias podem ser vistos diretamente no site do Mediapost, foram anunciados no dia 22 de abril de 2009.

O grande vencedor da noite foi um projeto de exibição em vitrines, realizado em New York. A Inwindow outdoor busca por lojas vazias e as aluga por um curto período para campanhas de mídia digital out-of-home. Utilizando um sistema de retro-projeção sobre uma tela especial para vidro (como a Vikuiti da 3M e outras disponíveis no mercado internacional), aliaram também sensores de presença, câmeras de reconhecimento facial e tecnologias de realidade virtual para criar a experiência vencedora.

Assista ao vídeo:

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Neo Advertising avança para o mercado dos Estados Unidos

O grupo suíço da Neo Advertising é responsável pela que é considerada uma das operações de comercialização de mídia digital OOH de maior sucesso no mundo e provavelmente a maior da Europa. Dois anos atrás iniciaram na América do Norte através do Canada. Com o completo sucesso da operação, predominantemente em shopping centers, ampliaram sua estrutura para abranger também os Estados Unidos.

Segundo Benjamin Mathieu, que liderou a empresa no Canada e assume agora a presidência da operação norte-americana diz que "O mercado dos Estados Unidos estava em nossa mira desde o início. Precisávamos de tempo para testar em campo os diversos modelos de negócios e estabelecer uma presença de credibilidade no Canada. Dedicamos tempo considerável em nossa análise das melhores oportunidades ao sul da fronteira. Agora estamos confiantes que podemos importar o sucesso da Neo para os Estados Unidos. Estrategicamente também é um bom momento para essa movimentação, uma vez que o custo de entrada em certos mercados se torna menor quando a economia está desaquecida."

O Neo Media Group, através de suas subsidiárias, comercializa mídia em mais de 100 mil telas em locais públicos. Suas operações se encontram no Canada, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia, Suiça e Reino Unido.

Philips corta uma dimensão (mercado 3D)





Ao longo do ano passado muitos de nós pudemos acompanhar e até participar das iniciativas da Philips com 3D no Brasil. A criativa equipe local conseguiu utilizar o bom "jeitinho brasileiro" e driblar várias adversidades relacionadas ao alto custo do equipamento e produção. Diversas das principais empresas de digital signage do mercado brasileiro firmaram parcerias com a Philips e chegaram a instalar alguns projetos, oferecendo indicação de que os resultados seriam demorados, mas que o mercado acredita nessa tecnologia.

Li recentemente que a Philips decidiu abandonar sua iniciativa 3D e inclusive vai dar os plugins (antes cobrados) necessários para a produção, a fim de não perpetuarem custos com suporte ao produto.

Pessoalmente acredito que o mercado 3D ainda está bastante distante de sua maturidade. No Digital Signage Expo em Las Vegas no final de fevereiro, os principais fabricantes apresentavam modelos 3D. Sua expectativa é que em algum momento estejamos assistindo o futebol de domingo e a programação normal da TV em uma tela 3D na sala de nossas casas. (Fiquei com uma tela antiga da NewSight emprestada pelo Michael da 3D impact na sala de minha casa por algumas semanas. Fazendo testes com amigos e família, constatei que, por exemplo, pessoas da geração mais nova e habituadas a passar horas em frente a um PC, acharam tranquilo ficar expostos por um longo tempo a programação 3D. Por outro lado, nas pessoas acima de 50 anos tive uma maior incidência de desconforto).

Como profissional da área, os problemas que encontrei foram técnicos. A conclusão atual é que o 3D é uma excelente ferramenta para ações pontuais ou "stand-alone" mas que a tecnologia ainda não está devidamente preparada para grandes redes. O principal problema que percebi é que as telas dependem de um "media player" proprietário. Dessa forma, empresas que já trabalham com um software de digital signage precisam integrar seu player a esse "media player" proprietário. Na prática, os principais fornecedores globais de software investiram milhões de USD no desenvolvimento de seus "players" e não necessariamente lhes agrada transferir o controle para um player proprietário com, tipicamente, bem menos tempo de P&D e desenvolvimento. O resultado é que todos os testes que vi, a integração não passou no processo de "Quality Assurance" das fornecedoras de software -> ou seja, a integração não é confiável para operações 24/7 ou em larga escala.

Mencionei no meu post sobre o DSE o produto da Alioscopy, essa empresa desenvolveu a tela de certa forma que a exibição do 3D independe de um player proprietário (ou seja, pode funcionar com qualquer software "player"). O segredo é um plugin na hora da produção do conteúdo (a ser adicionado no After Effects por exemplo). Por enquanto a tela ainda é cara e ainda há alguns problemas relacionados ao tamanho dos arquivos (que impactam na distribuição do conteúdo para múltiplas telas, por exemplo) e outros aspectos de construção, no entanto, acredito que esse é um melhor caminho a ser seguido, garantindo maior interoperabilidade e diminuindo uma barreira para a integração com fornecedores existentes de software.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Redes em clínicas param de competir e começam a cooperar

Espero que o tema de cooperação vs competição se torne cada vez mais frequente por aqui. Três operadores de mídia digital OOH canadenses se uniram para formar a "Canadian Health Media Network".

A PHSN, Cruise Media e a relativamente novata Medik-TV somadas entregam uma audiência de 3 milhões de pessoas em salas de espera.

O objetivo da aliança, segundo Ed Voltan da PHSN, é facilitar o processo de compra dos anunciantes da área de saúde e wellness, oferecendo uma maior massa crítica (quase 10% da população adulta canadense) e um ponto único de contato.

No caso canadense, a competição com várias empresas vendendo essencialmente o mesmo "target" acabou forçando os preços para baixo ao mesmo tempo em que gerou confusão entre os compradores pelos variados "mídia kits", propostas e formatos de relatórios deixados pelos vários vendedores de mídia dessas empresas. Agora os vendedores buscam um interesse comum, a comunicação é mais clara e a expansão da rede será o melhor termômetro para o sucesso da empreitada.

Ainda não há um site para a rede unificada e tenho certeza que na prática um processo desse tipo demora alguns meses para ser delineado, mas acredito que veremos mais e mais iniciativas de empresas formando alianças para crescer.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Reserve campanhas de mobile marketing e mídia digital OOH em um só local


Um dos temas recentes mais "quentes" em minhas discussões tem sido a questão dos agregadores de mídia. A integração com mobile marketing foi tema de um post antigo e que também voltou a aparecer nesses debates. Eis que a Adcentricity, um dos principais agregadores de mídia voltada para o mercado digital OOH, anunciou que estará disponibilizando em seu portal a possibilidade de reservar campanhas integrando esses dois meios.

Agregadores de mídia oferecem um serviço para as redes mas principalmente para o mercado comprador de mídia. Sofrem com a falta de padronização atual do segmento, pequena massa crítica e ter que lidar com diversos contratos com operações tipicamente menores do que 100 localidades (excetuando provavelmente as 10 maiores redes do Brasil..). Através de um portal web, software ou um vendedor, o comprador de mídia seleciona o perfil do público que quer atingir e o agregador se encarrega de distribuir os pedidos e padronizar os procedimentos como um ponto único de contato.

Recentemente tenho discutido maneiras de integrar diferentes redes visando não só a agregação da mídia, mas também a automatização do processo desde a reserva da campanha, a geração de PIs, a distribuição e comprovação de exibição - meu objetivo de tornar a mídia digital OOH tão fácil de reservar quanto o Google Ad Words.

A Adcentricity em parceria com a Impact Mobile, empresa especializada em Mobile Marketing, passam a oferecer "uma solução completa de mobile marketing, independente de operadora, para operadores de redes digital out of home e anunciantes".

Existem diversas iniciativas, conforme citado no post anterior. De lá para cá outras empresas também começaram a experimentar, mas sempre que um projeto desse surge a resposta é do tipo "vou me atualizar e volto a falar com você". Ter uma oferta dessas pronta para implementar eleva o potencial dessa união de mídias a outro patamar. Segundo dados fornecidos pela Adcentricity, seu portal agrega 140 mil telas.

Na prática não sei quanto é fácil integrar o mobile entre várias redes com diferentes tecnologias, mas certamente o pessoal da Adcentricity vem se preparando para dar respostas a dúvidas como essas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Elemidia é finalista de concurso de conteúdo internacional

Recentemente anunciaram os finalistas do concurso de conteúdo do MediaPost. Foi uma grata surpresa ver um nome brasileiro. A Elemidia segue dando exemplo de ousadia e pioneirismo, características que a colocaram na sua posição atual de liderança e visibilidade.

Ao examinar a lista reconheci algumas das grandes agências internacionais. Mais do que isso, encontrei algumas das melhores agências internacionais especializadas na produção de conteúdo para a mídia-digital out-of-home. Entre elas destaco a R/GA e Moxie Interactive. (Em 2007 fui palestrante em uma conferência onde estavam também a R/GA e suas peças de conteúdo, além de lindas graficamente - seguiam um princípio muito básico: O que é importante do conteúdo está preferencialmente em texto (ou uma logo) e fica na tela o maior tempo possível estático dentro do anúncio.)

O melhor dessa notícia é que o Brasil está aparecendo mais no radar internacional. Há muitas oportunidades para operadores estrangeiros virem ao Brasil - a própria Elemidia é prova disso, ao ter um fundo estrangeiro como sócio. Acompanhei nos últimos meses aquisições na Índia e china, mas não tenho recebido ligações de empresas na Europa ou EUA atrás do Brasil, ainda.

Por fim, a participação da Elemidia reforça uma das nossas fortes vocações - conteúdo publicitário - ou diria, conteúdo?

Que abram-se as portas!

Boa Páscoa!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Screen Media Expo Europe / Londres

O Screen Media Expo começa amanhã em Londres. Juntamente com o Digital Signage Expo em Las Vegas formam os dois mais influentes eventos do mercado de mídia digital OOH da atualidade.

Pretendo fazer um resumo dos principais pontos da feira para o blog - mesmo não estando lá presencialmente, a empresa onde trabalho é a principal patrocinadora do evento.

Para os que estão em Londres, há alguns projetos que valem a pena serem visitados. Entre eles:

- Heathrow: Nada melhor que o próprio aeroporto. No terminal 5 as instalações da JCDecaux são bem trabalhadas assim como os LEDs da Nokia. No trem para o terminal vale a pena ver o trabalho bastante único da canadense Sidetrack.

- Escada Rolante pela CBS Outdoor: Sem dúvida um dos projetos mais inovadores e chamativos da atualidade, já recebendo diversas cópias ao redor do mundo. Está instalado nas seguintes estações: Paddington, Baker Street, Euston, Bond Street, Tottenham Court Road, Bank, Charing Cross, Embankment, Waterloo, Knightsbridge, Green Park e Liverpool Street.

- Westfield Shopping Mall: Acredita-se que a CBS outdoor investiu cerca de USD$100 milhões no projeto de 7 anos, iniciado com 55 "pods" equipados com LCDs de 57" na vertical. Para quem busca o modelo de shoppings, definitivamente esse aqui vale uma visita.

- Recentemente em Las Vegas no Rio´s tive a experiência de brincar com uma mesa com o Microsoft Surface. Admito que foi um bom entretenimento por alguns bons minutos. Em Londres, o destaque vai para o Restaurante Inamo e sua mesa interativa.

- Harrods: Desde 2005 a Harrods vem experimentando com mídia digital OOH no varejo inglês. Suas instalações vão contar com projetos antigos e outros mais recentes, como por exemplo, nas suas vitrines.

Em relação as palestras no evento, há diversas opções de interesse. O POPAI tem algumas boas palestras sobre como trabalhar o varejo como uma mídia, a Universal McCann explica como a mídia DOOH melhora a experiência da marca, a apresentação da Bookingdooh.com sobre o processo de compra de mídia através de portais e finalmente a experiência Européia da OVAB.

Mais novidades em breve..

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os mini-PCs que vão simplificar as instalações de mídia digital OOH

Citei mini-PCs recentemente, com a percepção que seus preços ainda não estão totalmente atrativos a fim de impactar significativamente no aumento da adoção aos sistemas de mídia digital ooh. No entanto, há diversos movimentos indicando que podemos não estar assim tão distantes e que até o final de 2009 já estaremos nessa realidade.

O lançamento do Intel Atom trouxe uma arquitetura com as seguintes importantes características para nossos projetos:

- desempenho para execução de vídeos com qualidade de DVD ou até 720p (com restrições de codecs)
- baixo consumo de energia e geração de calor
- compatível com placas no padrão mini-itx (17x17cm)
- o armazenamento de dados pode ser feito tanto em Hard Disk como em memória flash ou SD.
- baixo custo (estão quase lá..)

Traduzindo:

É possível utilizar essa plataforma para a maioria das aplicações, desde acoplar atrás de uma tela devido a seu tamanho reduzido, até um equipamento para mídia embarcada como ônibus e trens.

A pouca geração de calor elimina peças móveis e pouco confiáveis como ventoinhas e o PC suporta melhor nossas condições climáticas. A utilização de memórias do tipo flash permite suportar melhor a vibração do que os HDs convencionais.

Vale ressaltar que muito do sucesso dessa combinação depende de um envólucro ou gabinete adequado para aplicação. Por exemplo, uma aplicação para acoplamento a uma tela teria adaptadores no padrão VESA. Em mídia embarcada diversos outros fatores como proteção magnética, anti-vandalismo, maior ventilação, entre outras.

A restrição atual é se precisar executar mais de um canal (nesse caso vai precisar de outro equipamento), ou se a intenção for executar full HD (1080p). O chipset gráfico da Intel atende bem, mas em alguns testes que fiz com o pessoal da Ya Mogu, foram detectadas limitações no driver para exibir video no formato wmv e conseguimos bons resultados em 720p com Xvid e Divx. H.264 exigiu praticamente todo o processador e não se compatibilizou. Ou seja, o chipset é bom com restrições...

No Brasil algumas empresas montam mini-PCs específicos para Digital Signage e seu valor varia em torno de R$1000-3000 por unidade dependendo do volume e características da montagem. A Droid foi uma das pioneiras. Bem anterior ao lançamento do Atom já tinham plataformas miniaturizadas que colocaram a prova em uma das maiores redes de mídia digital OOH em operação no Brasil.

A Cortex foi provavelmente a primeira empresa exclusivamente de hardware que depositou considerável investimento e pesquisa ao mercado, com uma linha de produtos dedicada para mídia digital OOH, atendendo toda a variedade de aplicações discutidas acima.

A Samsung tem sua linha de monitores profissionais LFD com PC embutido, que apesar de não permitir ser desacoplado, atinge perfeitamente os objetivos almejados. A instalação fica muito simplificada sem precisar ter um PC separado de tela com seus requerimentos de espaço e cabeamento. É sem dúvida o primeiro monitor profissional com PC acoplado disponível diretamente no mercado brasileiro e com uma equipe local dedicada ao assunto.

Vale notar que tenho visto algumas instalações tanto no Brasil quanto no exterior utilizando o Asus EEE PC e todos parecem bem felizes com a escolha.

A novidade na foto acima é de quarta-feira, quando a Nvidia lançou um chipset gráfico compatível com o Intel Atom que deve resolver com boa parte dessas limitações sobre qualidade de exibição e estabilidade, permitindo exibir tranquilamente vídeo em HD. Originalmente foi elaborado para atingir mercados como o de Home Theatrer ou jogos por empresas como Acer e Asus, mas vai servir perfeitamente aos propósitos da mídia digital OOH. A idéia é que seu custo fique, em breve, abaixo dos $200 (EUA) sem o sistema operacional ou com Linux. A licença do Windows, quando uma versão "business" for instalada, vai acabar custando tanto quanto o brinquedo.

Meu interesse no assunto diz respeito ao fato de que os valores dos PCs vem diminuindo ao longo dos últimos 2-3 anos, mas que ainda é um grande fator para muitas empresas se preparando para iniciar ou expandir suas instalações. A medida que esses lançamentos cumpram suas promessas, podemos estar removendo mais uma barreira.

O plano B para algumas empresas tem sido o de utilizar Set-top-box como um dispositivo de playback. Normalmente esses equipamentos são de baixo custo e confiáveis, mas são relativamente limitados e difíceis de se programar. Essa nova onda será com plataformas x86 convencionais de PC, significando que terão bem menos restrições.

Bom final de semana!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Gadget pode acelerar mudança no PDV

Espero ter enfatizado suficientemente em posts anteriores que um significativo aspecto do mercado de Digital Signage é justamente o de melhorar a experiência do cliente e trazer relevância no local e momento certo.

O pequeno gadget abaixo, que vejo pode facilmente estar instalado em um aparelho celular em um futuro próximo, lê o código de barras de um produto e com um GPS acoplado, informa as melhores ofertas daquele produto online ou nas lojas mais próximas.

Não consegui encontrar uma lista com os nomes dos grandes varejistas associados ao projeto, no entanto, o serviço é oferecido pela Krillion.

A tendência aqui é clara - para alguém se deslocar até o seu PDV, é melhor você ter algo a oferecer além de vendedores agressivos.

Cada vez mais o PDV se torna o ponto de contato do cliente com a marca e seus valores.

Acredito que veremos a partir de 2009 uma maior aposta do varejo em formas mais eficientes de comunicação e fidelização no PDV.