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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Novos relatórios sobre o mercado para 2009

Após alguns meses turbulentos na economia mundial, seria ótimo poder fechar o ano com alguns bons números para 2009.


Ouvi há algumas semanas na CBN sobre um relatório revisado para o consumo de mídia ao redor do mundo, preparado pela Zenith Optimidia. No que diz respeito ao Brasil, os números são extremamente positivos. Estará entre os 10 maiores mercados publicitários do planeta até 2010 e haverá alta de 30% no dinheiro investido em publicidade ao longo do próximo ano. Países como Rússia, Índia e China também verão altas expressivas, enquanto EUA assiste a uma queda de 6,2%.


Na atual conjuntura, só posso olhar criticamente para esses números e esperar que ao menos a tendência esteja correta. Vale lembrar que a Zenith Optimedia faz parte do grupo Publicis e seu relatório é dos mais respeitados no mundo.


Pouco depois, o Emerging Media Lab da gigante Interpublic identificou a mídia no PDV (in-store media) como uma tendência emergente chave a ser acompanhada em 2009.


Eis uma breve tradução do que achei no MediaPost:


"As marcas devem acompanhar o passo dos consumidores em cada estágio do diálogo (onde eles podem responder -- e não reagir), e formular uma estratégia de reputação na web que responda a todas oportunidades virais. Elas também devem desenvolver suas estratégias de conteúdo e outras estratégias abrangendo todas as plataformas: mobile, digital, out-of-home, broadcast, broadband ou mídia social.


Mesmo em meio a recessão, soluções interativas no varejo vão despontar em 2009, diz o IPG. Uma experiência online pontuado por sinalização inteligente, vidros interativos, programas de fidelidade e outras características que facilitem a habilidade de consumidores e marcas estarem conectados a web e entre si através de celulares".


No dia 22/12 recebi um estudo no mercado dos Estados Unidos indicando que consumidores estão mais receptivos a mídia digital out-of-home do que outros tipos de mídia.


Em resumo:


- Mais de 2/3 dos consumidores dizem que publicidade digital OOH chama a atenção

- A maioria diz que é menos perturbador (annoying) que anúncios na TV (51% disseram que anúncios perturbam na TV), radio (52%), internet (67%) ou revistas, contra 26% na mídia digital OOH.

- 36% dizem tomar algum tipo de ação em função de anúncios em mídia digital OOH (segundo SeeSaw Networks/OTX).

- O número acima sobe para 51% na faixa etária de 18-24

- Segundo o "Cinema Advertising Council" e a Arbitron, a publicidade digital OOH é um mercado de 1 bilhão de USD e em crescimento.

- Ficou em segundo lugar (48%) em relação a ser um bom passatempo (entertaining), atrás somente da televisão (56%).


Minha conclusão geral é que o mercado como um todo segue gradualmente revertendo seus investimentos para as mídias segmentadas. O motivo sendo a demanda crescente pelos consumidores por informações mais relevantes no momento e local certos. A mobilidade e um maior acesso a web e a informação em todas as camadas da população ao redor do mundo somente vão acentuar essa tendência.


Nosso mercado de digital OOH ainda está distante alguns anos de seu potencial pleno. No entanto, ao que tudo indica, os próximos dois anos devem ser de crescente realização para àqueles que vêm apostando nesse segmento. Algumas empresas do setor sobreviveram a expectativas excessivamente otimistas e dificuldades inesperadas nos últimos 5 anos. Muitas não seguiram e algumas poucas começam a se sobressair.


Em 2009 certamente veremos o melhor ano até agora para esse mercado seja no Brasil ou no mundo. Trunfo para àqueles que vêm acreditando e conseguiram um bom posicionamento em 2008.




terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Crescendo seu negócio de Digital Signage e não os seus custos (Parte II: modelos de contratação)

Acesso a uma plataforma de software para digital signage pode ser feita essencialmente de três maneiras: Compra da licença, assinatura mensal ou desenvolvimento de software.


No modelo de compra, você realiza um investimento inicial na aquisição das licenças (similar a comprar uma licença do Microsoft Office ou Windows, por exemplo) e paga também, anualmente, uma taxa para upgrades e acesso ao suporte. É importante atentar que, por mais que em muitas empresas essa anuidade seja “opcional”, na prática ela é indispensável para o bom funcionamento da aplicação assim como para estar compatível com a evolução do mercado. O software “servidor” é instalado em servidores de sua empresa e uma equipe de TI se encarrega de mantê-la em funcionamento.


Há o modelo de assinatura mensal com serviços gerenciados, também conhecido como Software como Serviço (Software as a Service – SaaS) – que é o termo da “moda”, pois antes conhecia o mesmo conceito como ASP (Application Service Provider). Nesse modelo você aluga o software e a infra-estrutura de servidores assim como a manutenção dos servidores e todos os serviços de atualizações e suporte. Nesse caso a necessidade de pessoal de TI é mínima.


Há argumentações pró e contra em cada um desses modelos, dependendo do tamanho e necessidades de seu projeto. No entanto, de forma geral o mercado tem tendido para o modelo SaaS uma vez que o investimento inicial é reduzido e muitas das dores de cabeça de TI são terceirizadas.


A terceira opção, o desenvolvimento, pode ser feito por uma equipe própria ou terceirizada. Tipicamente tenho visto aplicações desenvolvidas em Flash e PHP. Somente recomendo o desenvolvimento para empresas que visam comercializar a plataforma, ou seja, tornar-se um player no mercado mundial de software para Digital Signage. O mercado internacional vem expandindo e os principais fornecedores acumulam milhões de dólares em desenvolvimento de software e pesquisa. O break-even típico para uma empresas dessas fica por volta dos 5 mil aos 15 mil players vendidos.


Segundo a THINKstrategies, Inc, 2008, esses são dados sobre o desenvolvimento de aplicações no segmento:

• 31.1% são cancelados antes de serem terminados

• 52.7% dos projetos custam aproximadamente 190% da estimativa original

• 30-50% dos custos com software são gastos com integração


Há também os modelos que se dizem “software grátis”, especialmente vindos da Índia ou outros mercados emergentes. Dos poucos que vi não me pareceram tão ruins para pequenos projetos. No entanto, similar a outros modelos “free” a idéia é que você faça um upgrade da versão free com funcionalidades limitadas para a versão com todas as funcionalidades. Subitamente seu modelo free é igualzinho aos outros modelos pagos.


Para o final desse texto, vou focar um pouco nas necessidades das empresas que desejam comercializar mídia em redes de Digital Signage.


Nas primeiras instalações, seja no Brasil ou exterior, os operadores de rede atuavam (e algumas ainda atuam) fazendo todos os passos da cadeia produtiva do Digital Sigange, seja TI, criação de conteúdo, distribuição e comercialização de mídia. As principais empresas no mundo perceberam rapidamente que estar no ramo de software ou manutenção de redes tirava o foco do objetivo, ser lucrativo com a comercialização de mídia. No entanto, muitas dessas empresas realizaram investimentos significativos ao longo de seu crescimento, ao mesmo tempo em que refinavam as necessidades do software e também do modelo de negócios.


Seguem as principais tendências para os aspectos operacionais:


a) As redes se tornarão maiores, mais complexas e segmentadas


b) O aumento na complexidade de gerenciar o inventário de mídia, segmentar a comunicação e agendar uma variedade de cenários diversos de campanhas vai requerer funcionalidades mais complexas, maior estabilidade, confiabilidade e segurança da plataforma


c) A concorrência vai forçar as operações de rede a focarem mais nos seus principais objetivos (fazer dinheiro) e menos em manutenção.


d) O crescimento das redes aumentará a pressão interna na manutenção, operação e agendamento de empresas que gerenciam seus próprios servidores ou desenvolvem software.


e) Os tipos de usuários na rede vão ser mais diversos, no entanto mais específicos. Aumentará a diferença nas funções entre alguém que agenda a mídia e a equipe técnica (em algumas empresas hoje, ambas são a mesma equipe).


f) Rápidas mudanças no meio Digital Signage, como por exemplo, padrões de medição e métrica, vão requerer atualizações freqüentes na plataforma.



Como uma conclusão, minha maior recomendação é colocarem o “desconfiômetro” em nível “elevado” quando forem conversar com um fornecedor ou desenvolvedor de software. A competição no mercado de software é bastante acirrada e a pressão é muito elevada nos departamentos comerciais para gerar vendas. O resultado prático é que muitos vendedores estão respondendo a muita coisa com “Sim, fazemos isso” para qualquer pedido do cliente e depois soltando a bomba para a equipe de desenvolvimento interno resolver.


Nessa indústria todos se denominam “líderes globais”. Na realidade há no máximo uma meia dúzia de empresas que detém a grande fatia do market share mundial. Essas talvez possam ser chamadas de líderes globais. Há algumas empresas entrando em um “segundo escalão” que tem focado suas atenções para mercados bem específicos, como sinalização digital (wayfinding) ou menu-boards digitais. Pessoalmente acredito que essa é uma excelente direção para essas empresas mais recentes e tenho visto alguns produtos muito bons para algumas aplicações bem específicas. No fim, há também um leque de empresas com algum desenvolvimento ocorrendo lateralmente nesse mercado, mantendo o projeto vivo, mas sem muito apoio ou incentivo corporativo interno. Esse último grupo deve ou começar a focar nesse segmento, ou encontrar um nicho para atuar.


Vivemos uma época bastante desafiadora, mas com muitas oportunidades para projetos bem planejados e com uma equipe antenada no aprendizado e disposta a trocar experiências no mercado. Espero ter fornecido algumas.


Boas festas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Crescendo seu negócio de Digital Signage e não os seus custos (Parte 1)

Um tema recorrente em minhas reuniões com clientes diz respeito aos benefícios e diferenças entre as opções e modelos de software disponíveis.


Além do fato de existirem hoje mais de 300 empresas oferecendo plataformas tecnológicas para Digital Signage (sem contar as empresas que desenvolveram seu próprio software), ainda há a questão do modelo de negócios: Desenvolver, adquirir ou assinatura mensal?


Inicio por estabelecer as bases do que acredito ser indispensável para uma escolha adequada e, na segunda parte, em comentar os modelos acima a luz dos objetivos de negócios almejados.

É importante mencionar que trabalho para uma das grandes empresas de software do segmento e que tenho interesse não só em conquistar negócios como também em direcionar negócios que não sejam de meu interesse para soluções mais adequadas.


Para fins dessa discussão, vamos falar das necessidades de projetos reais e que envolvem algum grau de complexidade com o Digital Signage. Se a intenção é pendurar 1 ou 2 telas em uma única localidade a resposta é simples: qualquer coisa serve, faça o que lhe for mais conveniente agora, já!


1 – Desconfie de relatórios e rankings


As publicações disponíveis na web não têm como possivelmente apresentar uma opinião objetiva sobre todas as opções de mercado.


Para início dessa análise, seriam necessárias muitas e muitas horas de laboratório com um grande corpo técnico para analisar todas as opções disponíveis.


A maioria das publicações online especializadas e até alguns blogs são patrocinados e dificilmente “morderiam a mão que lhes alimenta”. Firmas de pesquisa e consultoria também geralmente têm seus relatórios patrocinados e representam interesses.


Portanto, quando uma empresa é apresentada como sendo “a melhor”, ela pode até ser, mas desconfie dos interesses por trás da opinião.


2 – Comprovação de experiência no mercado


Qual a história da empresa? Qual a base instalada? Quantos clientes isso representa?


Em um momento de crise, até as empresas que asseguraram financiamento para 2009 estão sendo cautelosas, algumas outras fecharam em 2008 antes mesmo de toda a crise. Sinceramente, não acredito ser o momento de investir em tecnologias de empresas de pequeno porte ou sem uma sólida base de clientes. Rapidamente parte dos problemas financeiros de seu fornecedor podem passar a ser os seus.


Tendo convivido com algumas das maiores empresas do setor, é possível afirmar que qualquer empresa de software que não tenha uma base instalada de pelo menos 5 mil pontos muito provavelmente está funcionando no vermelho.


3 – Test Drive


Solicite uma conta de avaliação ou software de demonstração. Utilize-a, aprenda. Considere as implicações de recursos técnicos e humanos para operá-la e não somente o custo da plataforma.


Crie alguma situação para ser resolvida pelo departamento de suporte. Não precisa ser nada catastrófico, somente algo para ver o tempo para resolução, as pessoas envolvidas, a qualidade do atendimento. Se durante a avaliação o processo de atendimento foi caótico, não espere que seja diferente após a contratação.


4 – O que é mesmo que vocês fazem?


Muitas empresas fazem coisas demais e algumas caem em conflitos de interesse. Já houve casos de empresas de tecnologia concorrerem com seus próprios clientes. No Brasil ainda há alguns poucos casos assim, por exemplo: Ou você vende tecnologia, ou você explora mídia. Se você quiser fazer os dois, em algum momento seus clientes vão exigir que você assuma uma posição ou outra, portanto, minha recomendação é: decida já!


Uma outra situação são os “Media Players”, ou seja, caixinhas eletrônicas que já vem com o software embutido. Essas caixinhas tipicamente não são nada mais do que PCs montados especificamente para essa finalidade, com um preço um pouco mais salgado por ter uma marca estranha do lado de fora (e dentro ainda teremos Intel, AMD.. etc). Existem alguns bons fornecedores em nosso mercado que conseguem personalizar bem um PC pra praticamente qualquer aplicação de Digital Signage.


Especialmente no Brasil, com elevados custos de importação, tomaria cuidado especial com soluções de Digital Signage baseadas em hardware proprietário. Minha opinião é que o melhor hardware permite achar uma peça de reposição na esquina (mesmo que você não venha a fazer isso, preferindo comprar de seu fornecedor de confiança).


5 – Qual o Roadmap de desenvolvimento de aplicação?


O mercado de Digital Signage é muito dinâmico. Qual a visão do futuro? Como será realizada a integração com futuras tecnologias complementares como handhelds e softwares de PDV?


Pergunte se há um plano detalhado que vislumbre a evolução do mercado.


Muitas vezes, especialmente em empresas pequenas, o Roadmap e esforços de desenvolvimento são concentrados no que o cliente quer AGORA! Na prática isso ajuda a ganhar um ou outro contrato no curto prazo, mas a médio-longo prazo isso acaba sendo prejudicial para a empresa e base de clientes.


Sobretudo, como é feito o processo de desenvolvimento, testes e releases? Esses processos são formais? Qual o tempo médio do processo? Se possível, leve algum programador contigo para fazer as perguntas certas sobre o processo formal de desenvolvimento.


Outro caso que já presenciei, especialmente nos modelos de software com “aquisição”, é que o marketing as vezes vem antes do produto. Ou seja, um produto é lançado internacionalmente, mas somente fica livre de bugs e passa a ser realmente funcional mais de 1 ano depois.


6 – Peça uma lista de funcionários


Tendo minha base de formação em Engenharia de Computação, as vezes me assusta ver empresas onde as mesmas cinco pessoas que desenvolvem a aplicação, resolvem o TI da empresa, dão suporte a clientes e onde não sobra tempo para testes adequados ou documentação.


7 – Esqueça as luzinhas piscando


Ok, ok – você quer que seu cliente chegue no seu escritório e veja, através de uma bolha de vidro, com acesso por scanner de retina, seus operadores de rede submersos em um videowall com 18 telas e diversas luzes acendendo e apagando – o seu Centro de Controle!


Maravilha, faça o show que for necessário, contrate os mesmos arquitetos da NASA, mesmo que só para o show, mas não se esqueça, o que realmente faz a diferença:


- Estabilidade da plataforma e sobretudo do software de playback


- Eficiência e escalabilidade para uso “industrial”: Conforme sua operação cresce, sua carga de trabalho aumenta proporcionalmente? Caso afirmativo, pule fora.


- Comprovação: Quais relatórios o sistema disponibiliza? Qual o nível de granularidade permitido? Esses relatórios condizem com suas necessidades? Condizem com as exigências da indústria e de seus clientes?


Não estou menosprezando o monitoramento de rede, muito pelo contrário, é essencial oferecer a máxima disponibilidade exigida. No entanto, em uma rede projetada para ser estável muito provavelmente você não precisará de tanta gente, luzes ou espaço para essa função. Um centro de controle brilhante e chamativo passa a ser mais um critério de marketing do que operacional.


Portanto, baseia sua decisão nos aspectos essenciais e não se iluda com os sininhos e lamparinas, esses são mais fáceis de conseguir.


8 – Defina seu mercado vertical


Mesmo como vendedor, sei que não adianta querer colocar um círculo por um buraco quadrado e as vezes o melhor é direcionar uma oportunidade até mesmo para a concorrência.


Empresas como a Scala tem seu principal público em projetos de médio porte com 20 a 40 localidades (apesar de terem projetos com milhares de localidades, dado a confiabilidade da plataforma) e é atendida indiretamente por revendas. A Wirespring oferece um produto todo em Linux. a Omnivex tem boa experiência quando se trata de conectividade a bases de dados e bons projetos em aeroportos, por exemplo. O I-show é um produto brasileiro e ajuda nossa indústria a crescer, vem com um modelo de negócios bem flexível. Minha “turma” na Broadsign é especializada em grandes redes (100+) e quando há comercialização de mídia.


Enquanto todas as empresas fazem “o básico”, de maneira ou outra haverá características específicas em cada uma que a tornará uma decisão mais adequada para sua necessidade.


9 – Sua plataforma satisfaz as necessidades de seus clientes?


As maiores redes no mundo hoje são financiadas por marcas e publicidade, prosperam ou se enterram de acordo com os planejadores e compradores de mídia. Eles tem sua própria linguagem e expectativas sobre quem querem impactar.


Começamos a ver empresas terem produtos cada vez mais especializados, essencialmente por exigência do mercado. Acredito que veremos empresas sendo muito boas em certas coisas, ao invés de ficar tentando ser tudo para todas as oportunidades.


10 – Plataforma aberta


Você já pensou em fazer “algo a mais” com sua solução, certo? Que tal se comunicar com celulares? Exibir uma mensagem holográfica acionada por um detector de presença ao mesmo tempo em que as luzes se apagam? Ou abrir um portal na web onde seus clientes possam comprar mídia diretamente de acordo com seus critérios de seleção de audiência?


Pergunte ao seu fornecedor se ele tem uma API ou SDK e o que pode ser feito através dela.


11 – Segurança


Caso a segurança de sua rede esteja comprometida, você está fora do mercado ou respirando mal nesse momento. Nenhuma empresa séria sobre sua tecnologia permitirá que um sistema externo seja instalado sem uma meticulosa sabatina de critérios.


Busque soluções que criptografem todos os dados de controle e protejam contra invasões. Pergunte também como o software player lida com aspectos de segurança. Esse assunto é mais adequado para os tecnólogos e nerds. Se você não tem idéia do que perguntar, encontre alguém que saiba para lhe orientar.


12 – Considere as circunstâncias


O seu produto estará embarcado e precisa co-existir com outras plataformas? Como ela integra?

A conexão é por celular? Como é feito o tratamento de transmissão de dados? Posso usar codecs com compressões mais elevadas para reduzir minha transferência de dados?

Posso usar satélite?

E se muitos players tiverem que compartilhar o mesmo canal de dados, posso utilizar um servidor de cache para reduzir o consumo de banda?

Vou utilizar um GPS, tenho como acionar um conteúdo em uma coordenada específica? E se eu quiser que a programação inicie após eu apertar “play”, há algum recurso para isso?


Tipicamente há muito mais a ser considerado do que a simples execução de vídeos e imagens em uma playlist.


13 – Qual a sua estratégia de saída?


Se o seu plano é eventualmente ser adquirido ou juntar forças com empresas maiores, e passar o resto dos dias na praia acenando por mais uma cerveja e porção de camarão, suas chances aumentam se você utilizar uma plataforma que os grandes players do mercado utilizam.


Se você tem 1500 localidades funcionando com alguma coisa que eles nunca ouviram falar, eles podem dar preferência a outra empresa ou, na melhor das hipóteses, reduzir a sua valorização, pois afinal terão que substituir tudo aquilo por algo que eles confiam. Caso você já utilize algo com o qual eles se sentem confortáveis, a aproximação é bem mais natural.


No fim das contas, você pode conseguir um screensaver gratuito para Windows que possa fazer o básico do Digital Signage. Quem sabe até usar PowerPoint ou o Windows Media Player. No entanto, se esse é o seu negócio e você vai investir do seu bolso ou com sua reputação, não economize ou considere de maneira trivial aquilo que mantém toda a estrutura de pé.


No próximo “post” vamos analisar os diferentes modelos de software: desenvolvimento, aquisição ou mensalidade.